Sobre a arquitetura e o arquiteto da informação
Por: Juliana Padron
Arquitetura da informação, comumente chamada de A.I., é a prática de estruturar informação (conhecimento ou dados). Segundo Rosenfield, co-autor do best-seller “Information for the World Wide Web”, a “Arquitetura da informação é a arte e a ciência de de organizar, estruturar e categorizar a informação para torná-la mais fácil de encontrar e de controlar”.
Outra definição, segundo Toub, S., retirada do artigo “Evaluating Information Architeture: A pratical guide to accessing web site organization” do ano de 2000, “Arquitetura da informação é a arte e a ciência de estruturar e organizar ambientes de informação para ajudar as pessoas a satisfazerem suas necessidades de informação de forma efetiva”.
O termo Arquitetura de informação é mais freqüentemente utilizado em desenvolvimento web, mas também se aplica a outras disciplinas, tais como programação e escrita técnica. Ainda no contexto do desenvolvimento web, a A.I. ajuda a projetar a navegação e a estrutura geral de um website, sobre o qual todas as demais partes se apoiarão.
Portanto, algumas das atividades exercidas pelo arquiteto de informação são: organizar a informação, gerar fluxo de navegação de um website, trabalhar a hierarquia, categorização e a indexação da informação na web. Além da estruturação, organização e categorização da informação, o arquiteto de informação também lida com questões de usabilidade e cognição, taxonomia, tesauros e vocabulário controlado.
Segundo Carolina Leslie, arquiteta de informação da TPI em entrevista para a Revista Webdesign de Fevereiro de 2007:
“…o papel do arquiteto de informação é organizar a informação de um site ou sistema interativo para que os usuários consigam achar coisas e gostem de usá-los, e para que a visão e os objetivos do negócio sejam retratados da melhor maneira possível.
Para conseguir esse resultado, o arquiteto de informação defne os seguintes aspectos de um site: os esquemas de navegação, a relação entre as telas e o conteúdo presente em cada tela do site. O profissional também pode estar envolvido em tarefas de outras áreas, como pesquisas com usuários, definição das funcionalidades presentes no site, testes de usabilidade e desenho de interfaces.
Essa é a estrutura de trabalho encontrada na maior parte das empresas atualmente, mas é importante observar a tendência de se levar os conceitos de arquitetura de informação a outras fronteiras. O design de serviços e de espaços físicos, como hospitais e bibliotecas, pode exigir novos conhecimentos de quem exerce esta profissão.
(…) Por um lado, o arquiteto de informação precisa ter raciocínio lógico e conhecimentos técnicos, para poder entender as possibilidades e restrições impostas pela tecnologia. Por outro lado, nosso trabalho é essencialmente criativo. Com tudo isso, vale notar que o profissional dessa área deve ser, acima de tudo, curioso, apaixonado pela Internet e pelas inúmeras possibilidades de interação que a tecnologia nos oferece.”
![Blog da JullieJoe Juliana Padron é DESIGNER, TRABALHA EM UM PROVEDOR DE HOSPEDAGEM DE SITES, ONDE TAMBÉM ADMINISTRA UM BLOG, ESCREVE PARA O iMASTERS, TEM COVINHAS QUE MAIS PARECEM CELULITES FACIAIS E GOSTA DE CACHORROS, DE DESPERATE HOUSEWIVES, MOUSSE DE LIMÃO, HÜSKER DÜ, SLAYER E DO GiL. NÃO TEM ORKUT, JÁ FOI BAIXISTA E ACREDITA QUE, UM DIA, TERÁ SEU NOME NA DEDICATÓRIA DE UM LIVRO DE STEPHEN KING [COITADA]. ABOMINA TEXTOS iXcLituX aXiM E TEM PAVOR, PÂNICO, FOBIA DE BORBOLETAS. SERES ASQUEROSOS. ADORA GIBIS DA TURMA DA MÔNICA. SÓ NÃO SAPATEIA E NEM DANÇA RUMBA, COMO A MÃE DO CASCÃO. [MAS CONTINUE LENDO]](http://jpadron.w3p.com.br/wp-content/themes/julliejoe/img/description.gif)

February 12th, 2007 at 2:53 pm
Obrigada pelo link. =)
Achava que essa matéria só ia sair mês que vem… Ainda nem vi a revista.